Palmas inicia censo para mapear comunidades de matriz africana

3 min de leitura
Foto: gazetadocerrado.com.br
Foto: gazetadocerrado.com.br

A Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Palmas deu início, na terça-feira, 14, ao Censo dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. A reunião de apresentação ocorreu às 15 horas na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, reunindo lideranças religiosas, representantes de comunidades tradicionais e a equipe técnica da secretaria para discutir os detalhes da iniciativa.




Objetivos do censo

O principal objetivo do censo é mapear as comunidades tradicionais de matriz africana no município, coletando dados que auxiliarão na criação de políticas públicas para o reconhecimento, proteção e promoção dos direitos dessas populações. A proposta é fortalecer o diálogo entre o poder público e as comunidades, sob o lema ‘Conhecer para reconhecer. Reconhecer para garantir direitos’.

Importância da participação comunitária

Joelson Soares, secretário extraordinário de Igualdade Racial e Direitos Humanos, salientou que o levantamento se insere em um planejamento mais amplo da gestão municipal, fundamentado na escuta ativa das comunidades. Ele destacou a importância da participação das lideranças para que o diagnóstico reflita a realidade vivida por essas comunidades e oriente a formulação de políticas públicas mais eficazes.

“Quem mais entende do que eles precisam são eles (os povos tradicionais). Quem sabe das dores que passam? Quem sabe das injustiças que sofrem? A nossa equipe é esse elo que vai unir as comunidades à gestão municipal; somos o canal que vai viabilizar essas políticas públicas para eles,” afirmou Soares.

Expectativas das comunidades

Lideranças comunitárias veem o censo como um passo crucial para o fortalecimento das políticas voltadas às comunidades de matriz africana. William Vieira, babalorixá do Ilê Odé Oyá, no Jardim Aureny II, acredita que o levantamento permitirá a construção de um plano municipal que combata a intolerância e o racismo religioso.

Pai Marcelo de Oxóssi, dirigente de um terreiro no Jardim Taquari, compartilha dessa expectativa. Para ele, o reconhecimento institucional fortalece a atuação das comunidades e reafirma sua importância social. “O censo é de total importância. A partir do momento em que a gente faz esse levantamento e a secretaria nos abraça, a gente se sente visto. Fazer com que isso aconteça é de grande importância, porque os filhos (de santo) são agraciados dentro de uma casa de axé, toda uma comunidade é agraciada dentro de uma casa de axé, e isso nos traz a relevância de que existimos, estamos ali e somos resistência”, destacou Marcelo.

Compartilhar este artigo
Tenho 31 anos e moro no Paraná. Sou completamente apaixonada por viagens e por descobrir novos lugares. Minha curiosidade e espírito aventureiro me levam sempre a buscar vivências que ampliam minha visão de mundo e me proporcionam experiências únicas, que guardo com muito carinho. Cada nova jornada é uma oportunidade de aprender, crescer e me conectar de forma mais profunda com tudo ao meu redor.