Hospitais do Tocantins cobram governo por pagamentos atrasados do Servir e SUS

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Foto: gazetadocerrado.com.br
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O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) apresentou, na quarta-feira, uma notificação extrajudicial a secretários estaduais, exigindo providências sobre atrasos nos pagamentos aos prestadores credenciados ao Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Servir) e ao Sistema Único de Saúde (SUS).




Preocupações financeiras

Durante uma reunião com os secretários estaduais Paulo César Benfica Filho, Donizeth Aparecido Silva e Luciano Lima, o Sindesto manifestou a preocupação dos hospitais e demais estabelecimentos de saúde sobre a continuidade da inadimplência. Esse cenário está comprometendo o equilíbrio financeiro das instituições e colocando em risco a manutenção dos atendimentos aos beneficiários do Servir e usuários do SUS.

O documento entregue destaca que a última parcela paga para o Servir refere-se aos atendimentos de fevereiro. Em relação ao SUS, os atrasos variam, com alguns prestadores ainda aguardando pagamentos desde 2021, enquanto outros receberam apenas até janeiro de 2026. O sindicato solicita a quitação dos débitos conforme proposta apresentada e uma cronologia de pagamentos para garantir previsibilidade.

Diálogo e possíveis consequências

Thiago Antônio de Souza, presidente do Sindesto, reforçou a prioridade do diálogo, mas destacou a necessidade de uma resposta efetiva do governo. “Nossa prioridade sempre será manter a assistência aos beneficiários do Servir e aos usuários do SUS. Entretanto, os hospitais não conseguem sustentar indefinidamente a prestação dos serviços sem receber pelos atendimentos já realizados”, afirmou.

O Sindesto informou que, caso os pagamentos não sejam regularizados até 31 de julho, os atendimentos poderão ser suspensos a partir de 1º de agosto. A entidade deseja manter os serviços em funcionamento, mas ressalta que a falta de repasses inviabiliza a sustentabilidade financeira das instituições de saúde.

Posição do governo

A Gazeta do Cerrado entrou em contato com o Governo do Tocantins para obter um posicionamento sobre a situação, mas ainda aguarda retorno. A expectativa é que o governo apresente um cronograma de pagamentos que ofereça segurança aos prestadores e assegure a continuidade dos serviços de saúde.

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