Na manhã desta quarta-feira, 15, Fernando de Camargo Penteado assumiu a coordenação do Núcleo Permanente de Apoio à Implementação do Plano de Desenvolvimento Agropecuário e Agroindustrial do MATOPIBA em Palmas. O evento gerou uma reação do ex-prefeito de Palmas e vereador Carlos Amastha, que já foi Secretário Municipal Extraordinário do Matopiba, após a assessoria do senador Irajá divulgar material destacando seu papel na discussão.
Divergências sobre o projeto
Carlos Amastha fez questão de parabenizar o senador Irajá pela iniciativa de trazer a superintendência para Palmas, mas destacou que há uma diferença fundamental entre o que foi anunciado e o projeto regional do Matopiba. Segundo Amastha, a superintendência mencionada está ligada ao Ministério da Agricultura e ao Plano de Desenvolvimento Agrário (PDA), enquanto o Matopiba é uma região de desenvolvimento que envolve quatro ministérios tratando de assistência social, desenvolvimento econômico, agricultura e integração regional.
Amastha enfatizou que o foco do Matopiba é o desenvolvimento abrangente da região, incluindo logística, apicultura, floricultura e fruticultura, além do desenvolvimento econômico e social. Ele reforçou que o objetivo é garantir que a população local não seja deixada para trás, destacando a importância de gerar emprego e renda, acompanhando o crescimento do PIB da região.
Planos para uma agência regional
O ex-prefeito também comentou sobre a intenção de criar, a médio prazo, uma agência do consórcio Matopiba, que teria orçamento próprio e condições adequadas para atuar na região. Ele explicou que este ano, por ser político, não é o momento adequado para avançar nessa discussão, mas destacou que a criação da Frente Parlamentar do Matopiba foi um passo significativo. Amastha lamentou a ausência do senador Irajá no evento de lançamento da frente, onde ele poderia ter contribuído significativamente.
Amastha concluiu ressaltando que a escolha de Palmas como a primeira capital do Matopiba não tem relação com a superintendência do Ministério da Agricultura, reafirmando a visão de um desenvolvimento regional que vai além da agricultura, abrangendo diversos setores e buscando o crescimento econômico e social integrado dos quatro estados que compõem a região.









