Tocantins se destaca entre estados com maior carga horária de trabalho

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Antônio Gonçalves/Governo do Tocantins
Antônio Gonçalves/Governo do Tocantins

Um levantamento recente do IBGE, baseado na PNAD Contínua, aponta que o Tocantins é um dos estados brasileiros com maior carga horária de trabalho semanal. No primeiro trimestre de 2026, a média de horas trabalhadas no estado foi de 39,4 horas por semana, ligeiramente abaixo da média nacional de 39,8 horas, mas ainda superior a muitos outros estados.




Ranking nacional de horas trabalhadas

No ranking nacional, Tocantins supera estados como Bahia, Amazonas, Maranhão e Piauí, que apresentam médias de 36,9 horas, 36,7 horas, 36,2 horas e 35,7 horas, respectivamente, sendo o Piauí o estado com a menor média do país. Santa Catarina lidera a lista, com uma média de 41,3 horas semanais, evidenciando a diferença de 5,6 horas entre o estado com a maior e menor carga horária.

Impactos da carga horária no mercado de trabalho

Especialistas indicam que uma maior carga horária nem sempre se traduz em maior produtividade. Fatores como a formalização do emprego, estabilidade nos vínculos trabalhistas e taxas de informalidade influenciam esses números. Santa Catarina, que tem a maior carga horária, também possui uma das menores taxas de informalidade. Já estados com menor carga horária enfrentam desafios como subutilização da força de trabalho e desemprego.

Comparação global e escolaridade

O estudo do IBGE também revela que a carga horária dos brasileiros é superior à média da União Europeia, que é de 36 horas semanais. Países como Alemanha e França têm jornadas ainda menores, abaixo de 34 horas. Além disso, no Brasil, trabalhadores com ensino médio completo têm a maior média de horas trabalhadas, com 40,8 horas, superando até mesmo aqueles com ensino superior completo.

Para o Tocantins, esses dados destacam um mercado de trabalho ativo, embora ainda enfrentando desafios estruturais. As informações podem servir de base para discussões sobre formalização do trabalho e desenvolvimento econômico em meio a debates sobre mudanças nas relações de trabalho no país.

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