Como evitar cair na malha fina e o que pode acontecer se a declaração atrasar

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Como evitar cair na malha fina e o que pode acontecer se a declaração atrasar
Imagem: Reprodução

Quem precisa declarar o Imposto de Renda deve ter atenção antes de enviar as informações para a Receita Federal. Um pequeno erro, um valor esquecido ou uma despesa sem comprovante pode fazer a declaração ficar retida na chamada malha fina.




A malha fina acontece quando a Receita encontra alguma diferença entre o que a pessoa declarou e as informações recebidas de empresas, bancos, planos de saúde, escolas e outras instituições. Por isso, a melhor forma de evitar problemas é preencher tudo com calma e conferir os dados antes do envio.

Antes de fazer a declaração, o contribuinte deve separar todos os documentos importantes. Entre eles estão os informes de rendimento, recibos médicos, comprovantes de escola, extratos bancários, dados de financiamentos, aluguel, pensão e informações sobre bens.

Também é importante verificar se os valores estão iguais aos documentos recebidos. Se a empresa informou um salário em determinado valor, esse mesmo valor deve aparecer na declaração. O mesmo cuidado vale para bancos, clínicas, escolas e outras fontes.

Outro erro comum é esquecer algum rendimento. Salário, aposentadoria, pensão, aluguel, serviço prestado, pró-labore, investimentos e qualquer outro ganho precisam ser informados, quando forem obrigatórios. Se algum valor ficar de fora, a Receita pode identificar a diferença.

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Gastos médicos, dependentes e dados incompletos exigem cuidado

As despesas médicas costumam ser um dos principais motivos para uma declaração cair na malha fina. Esses gastos podem ser informados, mas precisam ter comprovante. O recibo deve trazer os dados corretos de quem pagou, de quem recebeu e o valor do atendimento.

Também é preciso cuidado ao incluir dependentes. Quando uma pessoa é colocada como dependente, os rendimentos dela também devem ser declarados, caso existam. Isso vale para filhos, cônjuges e outros dependentes permitidos pelas regras da Receita.

A declaração pré-preenchida pode facilitar o processo, mas não deve ser enviada sem revisão. Mesmo quando as informações aparecem automaticamente, a responsabilidade por tudo o que foi declarado continua sendo do contribuinte.

Cair na malha fina não quer dizer, necessariamente, que houve má-fé. Muitas vezes, o problema acontece por erro de digitação, falta de informação ou diferença entre os dados declarados e os dados recebidos pela Receita.

Quando isso ocorre, a pessoa pode consultar a situação pelo sistema Meu Imposto de Renda ou pelo e-CAC. Nesses canais, é possível verificar se existe alguma pendência e entender o que precisa ser corrigido.

Se o erro estiver na declaração, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora. Esse envio serve para corrigir as informações anteriores. Caso os dados estejam corretos, pode ser necessário apresentar documentos para comprovar o que foi declarado.

Enquanto a pendência não for resolvida, a declaração pode ficar parada. Se a pessoa tiver direito à restituição, o pagamento só será liberado depois que a situação for regularizada.

Atraso na declaração pode gerar multa

Quem é obrigado a declarar e perde o prazo precisa pagar multa. Mesmo quem não tem imposto a pagar pode receber cobrança pelo atraso. A multa mínima costuma ser de R$ 165,74.

Quando existe imposto devido, a multa é calculada sobre esse valor. Ela começa em 1% ao mês ou fração de mês de atraso e pode chegar a 20% do imposto devido.

Depois que a declaração atrasada é enviada, o próprio sistema emite a notificação da multa e o documento para pagamento. Se o contribuinte tiver restituição e não quitar a multa, o valor pode ser descontado automaticamente, com juros.

Por isso, mesmo após perder o prazo, o ideal é enviar a declaração o quanto antes. Quanto maior a demora, maior pode ser o prejuízo, principalmente para quem tem imposto a pagar.

A melhor forma de evitar problemas é não deixar tudo para a última hora. O contribuinte deve guardar os comprovantes, conferir cada informação e revisar a declaração antes de enviar.

Também é recomendado comparar os dados com a declaração do ano anterior, principalmente nos campos de bens, contas bancárias, veículos, imóveis e financiamentos.

Com atenção e organização, é possível reduzir bastante o risco de cair na malha fina. Declarar corretamente, dentro do prazo e com documentos em mãos é o caminho mais seguro para evitar multa, bloqueios e atrasos na restituição.

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Tenho 31 anos e moro no Paraná. Sou completamente apaixonada por viagens e por descobrir novos lugares. Minha curiosidade e espírito aventureiro me levam sempre a buscar vivências que ampliam minha visão de mundo e me proporcionam experiências únicas, que guardo com muito carinho. Cada nova jornada é uma oportunidade de aprender, crescer e me conectar de forma mais profunda com tudo ao meu redor.