Os trabalhadores brasileiros contratados pelo regime de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), irão ganhar até R$ 312,96 a mais por mês a partir do dia 1º de janeiro de 2026. Ao menos, é o que promete a nova lei aprovada na Câmara dos Deputados, sobre as novas regras de isenção do Imposto de Renda.
Com 100% de aprovação entre os deputados, agora o projeto passará pelo Senado, antes da sanção presidencial. Ele prevê que trabalhadores com salário de até R$ 5.000 tenham isenção no pagamento do Imposto de Renda.
Com isso, o projeto também já liberou uma lista com as alíquotas que deverão ser pagas a partir do ano que vem. Mas, também vale lembrar que os descontos que começam a partir do ano que vem, só poderão ser declarados em 2027, quando ser fará a declaração do ano anterior.
De todo o modo, os trabalhadores já comemoram essa atualização na tabela. E, para compensar a perda de arrecadação, o governo federal também irá aumentar a taxação de quem ganha acima de R$ 50 mil por mês.
Isenção do Imposto de Renda terá economia acima dos R$ 4.000
Atualmente, a isenção do pagamento de imposto de renda é válida para quem ganha até R$ 3.036 por mês, de forma bruta. Inclusive, essa tabela é considerada altamente defasada em relação a anos anteriores.
Com a mudança no cálculo, cerca de 14 milhões de brasileirão terão o benefício da isenção. Além disso, outras pessoas, que continuarão pagando o tributo, terão também uma redução no valor total.
Agora, o maior ganho será para quem tem salário de R$ 5.000. Neste nível, o desconto será de R$ 312,96 por mês, o que significa uma economia de R$ 4.067,57, o que já daria para pagar uma viagem no final do ano. Em porcentagem, isso significa um ganho de 81,35% para o trabalhador.
Para quem ganha R$ 3.400, a economia mensal será de R$ 27,30 por mês, o que indica R$ 354,89 por ano. Por exemplo, com dinheiro desse, já daria para pagar um licenciamento de um veículo.
A seguir, veja como fica o desconto do Imposto de Renda para pessoa física a partir do dia 1º de janeiro de 2026:
- Até R$ 5.000 = isenção total (economia de R$ 4.356,89 por ano)
- Até R$ 5.500 = desconto de 75% (economia de R$ 3.36768)
- Até R$ 6.000 = desconto de 50% (economia de R$ 2.350,79)
- Até R$ 6.500 = desconto de 25% (economia de R$ 1.333,90)
A partir de R$ 7.350 = alíquota aplicada de 27,5% (sem nenhum tipo de economia, mantendo a regra atual).
Enfim, toda essa medida amplia a quantidade de pessoas na faixa de isenção. E isso significará até um ganho na renda.
Mais ricos irão pagar mais
Ainda de acordo com a nova tabela do Imposto de Renda, as pessoal que ganham acima de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano, terão outra tabela. E pagarão um valor mínimo, que chegará aos 10% da renda.
Quem tem renda anual de R$ 750 mil, por exemplo, passa a pagar 2,5% de alíquota, o que significa R$ 18.750 por ano. E o valor de 10% vale para quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, o que significaria um pagamento de imposto na casa dos R$ 120 mil por ano.
Por fim, o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda é algo que já se debate há alguns anos no Congresso Nacional brasileiro. E, com o aumento dessa faixa, mais gente terá benefício e há a expectativa de se diminuir a desigualdade social entres as pessoas. E, como o aumento da taxação dos mais ricos, deverá haver essa compensação necessária nos cofres públicos.



