A possível mudança na escala 6×1 vem gerando conversa entre trabalhadores, empresários e representantes do comércio no Tocantins. Esse modelo é comum em lojas, supermercados, farmácias e shoppings. Nele, o funcionário trabalha seis dias na semana e folga apenas um.
Para muitos trabalhadores, a mudança na escala pode significar mais dias de descanso, ficar com a família, estudar ou resolver outros assuntos. Já para os empresarios, a maior preocupação está nos custos e na forma de organizar as equipes.
No Tocantins, o comércio tem grande importância para a economia local. Por isso, qualquer mudança na jornada de trabalho pode afetar tanto a rotina dos funcionários quanto o funcionamento das lojas.

Mais descanso para os trabalhadores
Quem trabalha no comércio costuma ter uma rotina cansativa. Em muitos casos, o movimento aumenta nos fins de semana, feriados e datas especiais, justamente quando boa parte das pessoas está de folga.
Com apenas um dia de descanso, muitos funcionários dizem que não conseguem recuperar as energias. Também fica mais difícil cuidar da casa, passar tempo com os filhos, estudar ou ter momentos de lazer.
Com uma escala menos pesada, a tendência é que o trabalhador tenha mais qualidade de vida. O descanso maior também pode ajudar na saúde e no rendimento durante o expediente.
Comércio teria que se adaptar
Para os empresários, uma mudança desse tipo exigiria organização. Muitas lojas precisariam rever horários, montar novas escalas ou contratar mais pessoas para manter o atendimento.
Essa adaptação pode pesar mais para pequenos comércios, que já trabalham com equipes reduzidas. Em alguns casos, o aumento de gastos poderia dificultar a rotina financeira das empresas.
Mesmo assim, há quem veja pontos positivos. Funcionários mais descansados podem atender melhor, faltar menos e permanecer por mais tempo no emprego.
Mudança também pode chegar ao consumidor
Caso a escala 6×1 seja alterada no país, o consumidor também pode perceber mudanças. Algumas empresas podem ajustar horários de funcionamento ou reorganizar o atendimento nos dias de maior movimento.
Em cidades menores do Tocantins, o impacto pode ser mais sentido, pois muitos estabelecimentos funcionam com poucos funcionários. Já em centros maiores, como Palmas, Araguaína e Gurupi, a adaptação pode acontecer com mais opções de revezamento.
A discussão ainda deve continuar. O desafio será encontrar um caminho que melhore a vida dos trabalhadores sem prejudicar a economia local e o funcionamento do comércio.








