Walison Alves da Silva foi condenado a 18 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Francisco Antônio Duarte da Silva, conhecido como “Chicão”, em Araguaína. A decisão saiu após o julgamento do caso, com atuação do Ministério Público do Tocantins, que defendeu a condenação do acusado por homicídio qualificado.
O crime aconteceu na madrugada de 10 de março de 2024, em uma residência no bairro Vila Norte. Segundo a denúncia, Walison teria se irritado depois de receber uma resposta considerada ríspida de Aurélio Martins Guedes, conhecido como “Capetinha”, em um bar da região.
Pouco tempo depois, o acusado foi até a casa onde Aurélio estava e começou a atirar. Ao perceber os disparos, Francisco tentou fechar a porta do imóvel para se proteger. Mesmo assim, os tiros atravessaram a porta de madeira e atingiram a vítima, que morreu no local.
Júri aceita tese do Ministério Público
Durante o julgamento, os jurados aceitaram os argumentos apresentados pelo Ministério Público. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime teve motivo fútil, colocou outras pessoas em risco e foi cometido de forma que dificultou a defesa da vítima.
Na hora de definir a pena, a Justiça também levou em conta a reincidência do réu. Além disso, foram consideradas agravantes ligadas ao motivo do crime, à forma como os disparos foram feitos e ao perigo causado às pessoas que estavam dentro da residência.
Justiça determina prisão imediata
A sentença determinou que Walison comece a cumprir a pena imediatamente e manteve o condenado preso. A Justiça também fixou uma indenização mínima de R$ 5 mil aos familiares de Francisco Antônio Duarte da Silva, por danos morais.
Com a condenação, Walison Alves da Silva deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
