Na manhã desta sexta-feira (24), a Polícia Civil do Tocantins realizou uma operação para desarticular um grupo suspeito de cobrar dívidas de forma ilegal. A ação, chamada de Operação Nêmesis, teve como foco pessoas que usavam ameaças e intimidação para pressionar vítimas a pagar valores altos.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão, além de buscas em vários locais e o afastamento de servidores públicos que também são investigados.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, o grupo agia de forma organizada. Cada integrante tinha uma função. Alguns eram responsáveis por negociar, outros por cobrar, e havia ainda quem fazia as ameaças.
O problema começava com empréstimos que pareciam simples. Mas, com o tempo, os juros aumentavam muito. Em um dos casos, a vítima chegou a pagar cerca de R$ 4 mil por mês só de juros, sem conseguir diminuir a dívida.
Mesmo depois de vender o próprio comércio para tentar pagar o valor, a dívida não foi considerada quitada.
O caso começou na cidade de Guaraí, mas continuou em Palmas, onde o empresário tentou recomeçar. Mesmo assim, as cobranças continuaram e ficaram mais agressivas.
Em fevereiro de 2026, o novo estabelecimento da vítima foi invadido. Pessoas ligadas ao grupo entraram no local e exigiram pagamento imediato, fazendo ameaças. A mãe do empresário, de 65 anos, também foi intimidada, e os suspeitos chegaram a mostrar uma arma durante as cobranças.
Investigação e próximos passos
Outro ponto que chamou atenção foi a participação de três servidores públicos no caso. Segundo a polícia, eles teriam usado seus cargos para pressionar a vítima.
Um dos investigados teria até fingido registrar uma ocorrência policial para assustar e forçar o pagamento da dívida. Por causa disso, esses servidores foram afastados dos cargos por 60 dias enquanto o caso é investigado.
A polícia conseguiu reunir provas importantes, como mensagens e vídeos. Esse material ajudou a Justiça a autorizar as prisões.
Além das prisões, também foram feitas buscas em casas e locais ligados aos investigados.
As investigações continuam, e a polícia trabalha para identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema. Casos como esse reforçam que cobrança com ameaça é crime e deve ser denunciada.



