O crescimento contínuo do tempo gasto em smartphones e redes sociais tem levantado preocupação entre especialistas em saúde mental. Quando o aparelho passa a comandar rotinas, afetando humor, sono e rendimento no trabalho ou nos estudos, a recomendação é reavaliar hábitos e adotar medidas práticas para restabelecer o equilíbrio. Três ações se destacam como ponto de partida para quem deseja recuperar o controle sobre a própria atenção.
Definir áreas e horários sem tecnologia
A primeira orientação consiste em criar “zonas livres” de dispositivos eletrônicos. O usuário pode estipular períodos ou ambientes nos quais o celular permanece no silencioso ou fora de alcance — durante as refeições, nos 30 minutos iniciais após despertar ou na hora que antecede o sono. Ao diminuir a exposição constante às notificações, o cérebro tende a relaxar e a readquirir foco em atividades presenciais.
Reduzir estímulos de aplicativos
O segundo passo envolve revisar a lista de apps instalados. Programas capazes de gerar estímulos incessantes — como redes sociais, jogos ou plataformas de mensagens — devem ser avaliados com cautela. Desinstalar aplicações pouco úteis ou silenciar alertas que se repetem ao longo do dia diminui a ansiedade e libera mais tempo para tarefas que exigem concentração prolongada.
Substituir o celular por atividades offline
Para evitar recaídas, especialistas sugerem preencher o espaço deixado pelo telefone com alternativas que estimulem outras áreas do cérebro. Ler livros, praticar caminhadas, desenvolver um hobby manual ou conversar pessoalmente com amigos e familiares são exemplos de atividades que reforçam a autoestima, ampliam o contato social e estimulam a criatividade.
Embora o smartphone seja ferramenta essencial para comunicação e trabalho, o uso desmedido pode funcionar como armadilha que rouba horas de descanso e produtividade. Ao combinar zonas livres, redução de notificações e novas atividades offline, o usuário tende a sentir melhora no bem-estar e a reaprender a usufruir momentos longe da tela.
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As três orientações não exigem gastos extras nem mudanças radicais de estilo de vida. Pequenos ajustes diários são suficientes para transformar a relação com o aparelho e garantir mais presença no mundo real.
Com informações de Canalconsultapublica


